Tinha também, às vezes, banana-vinagre - ”só serve assada” – nunca comi, mas lembro-me bem do cacho. Era bem grande com também grandes, cheias e pesadas pencas. Casca de cor avermelhada, de vinagre tinto, bem grossa. Também banana-nanica. Delícia. Quantas vezes, antes de “descer”, sentávamo-nos na varanda e íamos provando uma, depois outra e mais outra das bananas que Guará tinha trazido para cima numa caixa.
Lembro da aventura que era subir no portão e ver a estrada lá de cima, com mais perspectiva. Sentar sobre a pilastra e ficar admirando o verde todo à volta.
A estrada subia com outro traçado, lembram? Passava mais longe da casa do Guará. À direita da antiga horta, da parreira, das gaiolas dos coelhos. Hummm, pegar um montão de minhoca na mão, que cosquinha gostosa! Ué, cadê o “meu” coelho? Guará, assassino!, sei que foi ele quem matou… quanto tempo para entender que eram levados para serem vendidos a restaurantes no Rio…
Só mais tarde, para a construção da piscina, houve o traçado novo da estrada. Da piscina e da “Paraça Vó Dinah”.
Ah! o forro de eucatex… no meu tempo as placas já estavam bem arruinadas, foram trocadas pelo de madeira, lindo! E os beliches? Cheios de primos e de conversas. É verdade, Naná, e aquela história da luz que acendeu sozinha e apagou de repente?
Ainda peguei a caixa d’água do galpão funcionando. Depois teve a do morro e mais tarde outra, também no morro, mas subindo um pouco mais.
O caminho da mina… minha paixão. Sempre adorei aquela trilha, suas dificuldades, sua beleza. Não tenho a sorte de lembrar do aqueduto do Godô, mas achoi que aida era da minha época, pois lembro da obra da canalização. Se não me engano foi o César quem fez, estou certa? Depois veio o laguinho, suas plantas, seus peixes. Dos peixes lembro muuuito bem. Fomos buscá-los junto com Geraldinho, da Santa Rosa. Ficamos com os que pegamos e com os que o empregado deles pegava, já que passava todos para as nossas mãos…
Bom, hora de ir cuidar da nova geração… que, por sorte, vai crescendo e apreendendo a vida com muito daquilo que vivenciei em MAzul.
enviado por: Gabi
O forro de eucatex era o grande destaque na época. Todos que nos visitavam elogiavam o isolamento térmico.
Bapo