Carlinhos, antes de mais nada, como vai vc e como vão os seus familiares?
 
Você acertou na mosca!!! Havia o Antenor!
E nós aqui, achando que somos “Donos do Mundo”!!!
Sr. Antenor!!! é isso sim. Se puder e se se lembrar, descreva-o para nós e se era o Chefe da Estação, se é que assim se chamava!
Nós aqui, com nossa bucólica lembrança, pensando sermos os “Donos da Bola”. Mas falooou…!
 
Muito obrigada
Imenso abraço, com muitas saudades!
célia
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Meu caro amigo,
 
Este blog da nossa família vai nos deixar de cabelos brancos, melhor dizendo, sem cabelos!
Empacamos agora no nome do chefe da estação de trem de MAzul; Célia e Leda lembram do Wantuil; eu me lembro de um mulato, alto e forte, grisalho nos lados e acho que baiano.  Esta descrição não corresponde em nada com a do tal de Wantuil.
Vc tem alguma dica?
 
Abs, Paulo
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ESTAÇÃO MORRO AZUL

Irmãos,
 
por mais q me esforce não consigo lembrar de nenhum Antenor.
Vocês se lembram bem dele? Sua figura? Seu rosto, cor? seu humor? simpático? sorria? falava mt? Mandem algumas dicas p mim.
Ou só lembraram apenas do nome, depois de ouvirem do Carlinhos Soares q essa pessoa existiu? Eu, nem do nome me recordo.
 
E olha que eu, assim como vcs, frequentei, e mto, aquela estação. Quantas e quantas vezes sozinha, amarrava minha égua na cerca, atravessava a linha férrea e ia esperar o trem. À toa, só pelo prazer de ver chegar a bela locomotiva apitando, soltando fumaça, brava, derramando água fervente e sentir aquele cheirinho inesquecível de carvão queimado. 
 
E quantas vezes, durante nossas longas férias de dezembro a fevereiro, fui esperar o trem que trazia, do Rio, todos os sábados, o Carlos Ebert, na época ainda meu namorado, p passar o fim de semana. E, no domingo, o levava de volta. Lembram-se do nome desse trenzinho que chegava no sábado, pelo meio dia? Ha ha, aposto q não lembram…pois eu sei! Smile Era o “mata saudade”, que também trazia o Newton para ver a Márcia, e o Sérgio para namorar a Célia.
 
 
Mas mto antes disso frequentava, e mto, a estação, nos horários de chegada da Maria Fumaça, do Rio e para o Rio. Era O programa que fazia, diariamente, com minha amiga Liane, ou com Rosemarie, quando conosco passavam lá as grandes férias. Comprávamos um Grapete na venda do sr. Mendes e nos dirigíamos p a estação tomando o refrigerante, com canudinho! Íamos a pé, era a moda da calça 3/4 que usávamos com sapato rasteirinho e meias soquetes. Felizes e despreocupadas, conversando, conversando. E nos achando!
 
Poderia ainda falar muito sobre as idas à estação de Morro Azul. Como as nossas rápidas viagens, de trem, até Governador Portela onde mamãe, Ildinha, Mariazinha e d. Olga gostavam de ir fazer a feira, esporadicamente. E lá, na estação mesmo, só lá, encontrávamos e devorávamos o Creme Suíço (suisso, na época) de Vassouras, que o Jacaré vendia, nas caixinhas de papelão, dentro de um pequeno cesto, pendurado no seu braço.
 
Ou quando resolvíamos ir, a partir da nossa estaçãozinha, a pé, pelos trilhos, até Sacra Família. Um programa arriscado, diziam os adultos…
 
Então, como, com tantas passagens pela estação, como essas e outras, não me lembro de nenhum Antenor? Que pelo seu cargo, como disse o Carlinhos Soares, devia ficar lá a postos, nas chegadas e saídas dos trens.
É… parece que a memória está a me pregar uma peça!
bjs
Leda

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