Biscoitinhos da Joana

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O ET de Morro Azul

Noite de verão; Élia invade de carro a Granja Cruzeiro; freia bruscamente no pátio, e, balbuciando, disse ter visto uma dança de luzes no morro em frente ao Cezar Lago. Entre goles de água com açúcar e respiração afobada, explicou que seriam luzes brancas e vermelhas, subindo e descendo o morro.
Fomos lá, Enio e eu. Encontramos com o Cezar na estrada, e contamos o que acontecia.
Simplesmente, ele estava no morro procurando uma vaca perdida, e usava uma lanterna de 2 luzes, branca na frente e vermelha atrás.

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O Monstro do Lago Boko Moko

Para quem não conhece, o Sítio Boko Moko é um pedacinho de terra na estrada do Bonfim, em Morro Azul, que o Godô comprou logo após a venda da Granja Cruzeiro. O nome foi dado por Kátia e Sonia, por causa de um anúncio do Guaraná Antártica.
Terreno pequeno, casa pequena, que o Godô, com sua criatividade, transformou em um propriedade que abrigava toda a família, apegada a MAzul.
Até um laguinho ele conseguiu fazer, para hospedar um terno de gansos (terno, relaciona 3 unidades, que pode ser calça, colete e palitó, ou mesmo 2 gansas e 1 ganso). Um dia as patas começaram a chocar os primeiros ovos, alegria e emoção na família. Mas, começamos a perceber que os ovos estavam sumindo. Algum cachorro, gambá, lagarto? Até que um dia Kátia e Sonia disseram ter visto um bicho entrando no lago. Arrá, com certeza um lagarto. E lá fomos Sabugosa, Rabicó e Pedrinho, digo, Zé, “irmão da Élia” e Paulo Feijó pegar o bicho. Ficamos na espreita; eu e “irmão da Élia” com um bambu e uma laçada, e o Zé com seu revólver que o vovô usou na 1a Guerra Mundial.
Observando… observando….observando …. de repente, um jacaré salta de dentro do lago, dá uma paradinha no ar, tenta abocanhar as pernas do Zé. Zapt, “irmão da Élia” e eu pegamos o bicho no laço.
Bem, e o que fazer? Jacarés migram, aquele não devia ser o seu lar; soltar no brejo, podia acarretar um ataque a outra pessoa.
Bem, penduramos a fera no laço, atravessamos a cidade observados pelos 73 moradores, e entregamos o Wally
à maior autoridade local, o delegado Tião Lago.
Para azar do jacaré, a maior autoridade local também era o açougueiro local, e assim, à tardinha, recebemos lá no sítio um ensopado de rabo de jacaré.
Foi uma pena, mas naquele tempo não havia muita consciência ecológica.

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